Um Crime no Monastério

MINDFULNESS AND MURDER

Sop-Mai-Ngeap, Tailândia, 2011. 89 minutos

Direção: Tom Waller

Roteiro: Tom Waller, Vithaya Pansrigarm, Nick Wilgus; baseado no livro homônimo de Nick Wilgus

Elenco: Vithaya Pansrigarm,Prynia Intachai, Pakapong Sangkasi, Jaran Petcharoen, Sunon Wachirawarakarn.

Um ex-policial, agora monge, investiga um assassinato ocorrido em um monastério. Essa é a premissa de Mindfullness and Murder (algo como atenção plena e assassinato), filme de suspense tailandês de 2011. A história, que acompanha a investigação do monge Ananda, acontece em um ritmo bem lento – que pode desencorajar alguns espectadores –  talvez para emular a aparente tranquilidade do monastério onde se passa a história. A investigação do monge detetive faz com que ele bata de frente com autoridades policiais, um homem muito influente e até mesmo com o Abade responsável pelo monastério.

O clima e o ambiente assemelham-se bastante com o clássico “O Nome da Rosa”, por apresentar um crime em um ambiente religioso. O roteiro adapta um livro de mesmo nome e é escrito pelo próprio autor do livro, juntamente com o diretor e o ator principal e é bem amarrado, muito embora alguns trechos da investigação de Ananda pareçam meio soltos e apressados. Todavia, o mistério é competente o suficiente para manter o espectador atento e preso a trama. A direção de Tom Waller é competente, dando um ar intimista ao filme, já que se trata de uma trama centrada em monges budistas.

As atuações são muito boas, em especial de Vithaya Pansrigarm como Ananda. O ator nos entrega um Ananda sereno mas obstinado, em uma atuação muito introspectiva e assertiva. Os demais atores ajudam a compor o clima de mistério e desconfiança que permeiam a trama e até o jovem Pakagong Sangkasi, que interpreta Jak, um jovem com paralisia é competente em sua função. O ritmo, como dito antes é lento durante quase toda a película e, com a proximidade do final vai ficando mais rápido, em uma crescente que prende o espectador.

Mindfullness and Murder é um suspense competente e uma boa alternativa para quem quer fugir do cinema hoolywoodiano. O idioma pode ser uma barreira, pois é bem estranho aos ouvidos e o ritmo lento é outro empecilho, embora case com a proposta do filme. Alguns defeitos que podem ser citados é a resolução do crime, muito apressada e que vem em uma aparente epifania de Ananda e algumas coincidências que ocorrem na parte final do filme.

NOTA: 6,5


Por Cliff

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